Sábado, 29 de Maio de 2010

Q quinteto de Christian McBride no 30º. Festival Internacional de Jazz de Detroit

 

 

 

O quinteto de Christian McBride actuou recentemente na 30ª. edição do Festival Internacional de Jazz de Detroit.

 

 

 

A WBGO, estação associada da NPR, a rádio pública norte-americana, transmitiu recentemente um programa da série Jazz Set (de Dee Dee Bridgewater), um dos mais populares programas daquela estação, dedicado à actuação do grupo do contrabaixista na 30ª. edição do Festival Internacional de Jazz de Detroit.

 

Quem, por exemplo, não pôde assistir ao vivo à excelente actuação do quinteto de McBride no Estoril Jazz do ano passado tem agora a oportunidade de o ouvir clicando no leitor de áudio abaixo ou então  (se o leitor não funcionar, como às vezes acontece, sem que a culpa seja de O Sítio do Jazz)  clicar neste link.

 

 

 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 11:01
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

A liberdade e o rigor de um jazz novo (1)

 

 

Com mais uma peça indispensável, assim se vai tornando mais claro o puzzle estético que pretende ser a programação de jazz deste ano. Com efeito, este concerto de hoje pelo notável septeto da flautista norte-americana Jamie Baum ajudará porventura a compreender a rapidíssima evolução que, em pouco mais de um século, uma arte que nasceu popular por excelência e que ao longo dos anos reforçou o seu carácter aglutinador de vivências próprias e experiências alheias, se tornou cada vez menos uma música de raiz folclórica ou com uma lúdica função de diversão quantas vezes utilitária  (por exemplo, nas grandes orquestras de Swing das primeiras décadas do século XX)  para se converter num tipo específico de música de câmara com natural cabimento numa sala de concerto, sempre aberta a influências exógenas as mais diversas mas cada vez mais convivendo paredes meias com a música erudita.

 

 

 

O caso de Jamie Baum, por exemplo, para além da evidência de uma carreira dedicada ao jazz ou à música improvisada, é um exemplo notável de como uma sólida preparação académica, não se substituindo naturalmente à capacidade de invenção e ao talento, contribui para a criatividade do jazz, podendo ainda influenciar positivamente este domínio e o convívio de linguagens musicais afastadas entre si.

 

Quando há meia dúzia de anos dei por mim a descobrir uma das primeiras obras discográficas gravadas pela flautista com idêntica formação instrumental  – e publicada pela editora independente Omnitone com o curioso título Moving Forward, Standing Still, que no fundo significou para mim que a artista buscava novos caminhos criativos partindo de uma cultura sólida e bem enraizada que não rejeitava os sinais da tradição –  logo me pareceu estar perante uma das mais originais vozes do jazz do início do século.

 

E foi logo a sua postura surpreendente, enquanto instrumentista, compositora e líder que me levou a sublinhar como, no plano conceptual, era possível “fruir o frequente contraste entre motivos extremamente curtos no âmbito de composições de grande fôlego, a intromissão de métricas irregulares em padrões rítmicos que à partida pareciam familiares e uma imbrincada distribuição dos momentos de tensão e distensão”, neste sentido reflectindo a sua confessa admiração pela música de um Stravinsky ou de um Bartok.

 

Passados seis anos após aquelas primeiras impressões  – e face à publicação de um novo disco pelo seu septeto, desta vez intitulado Solace –  reforçou-se em mim a certeza de que estamos, de facto, nos vários planos em que a composição se desenvolve e na especial forma de escrever para um grupo como este  (às vezes parecendo soar como uma formação instrumental muito mais ampla)  perante uma das mais estimulantes e ao mesmo tempo secretas figuras do jazz contemporâneo.

 

Tudo isto é reforçado, em termos de composição, ao nível das invulgares associações de instrumentos, que tornam ainda mais intrigante a escrita de Jamie Baum;  e também no modo como  (no plano harmónico)  ela vai “estendendo os acordes” através do jogo e da justaposição sucessiva das várias vozes instrumentais.  Aliás, a própria escolha dos instrumentos que formam o seu septeto parece ter obedecido a uma clara estratégia de inovação tímbrica pouco habitual no jazz clássico e mesmo clássico-moderno, traduzida quer na convergência e divergência horizontal de pares de instrumentos pertencentes a “famílias” diferentes  (metais e madeiras),  num diálogo contrapontístico contaminador, quer na junção vertical de todos eles em clusters que soam surpreendentes.

 

E se, no campo da composição, este tipo de associações e dissociações instrumentais assim ocorrem, não menos incomuns se afiguram os largos momentos em que a improvisação naturalmente brota dos blocos escritos, também ela fluindo em discursos individuais ou mesmo competindo numa espécie de polifonia espontânea, sempre acicatada pelas poliritmias subjacentes na pulsão dos tempos.

 

Para que a tradução instrumental destas várias ocorrências não seja minimamente beliscada, fundamental se torna que os músicos que compõem o septeto de Jamie Baum partilhem com a compositora idêntica postura criativa, alimentada e enriquecida por anos de colaboração estreita e idêntico espírito de aventura.  No caso vertente, todos os sopros da frente têm um percurso profissional inabalável, feito ao lado de grandes personalidades de referência do jazz moderno, um percurso recompensado, nalguns casos, com distinções e prémios só ao alcance dos grandes talentos.

 

Não menos polivalentes na diversidade das suas carreiras e nas companhias musicais que frequentaram, todos os restantes membros do septeto têm a convicção e a capacidade individual que lhes permitem afirmar uma voz própria e escapar ao risco que, em tempos de algum impasse, representou no jazz a utilização das chamadas “secções rítmicas”, como meras acompanhadoras de solistas, antes aqui intervindo e marcando o seu terreno no âmbito da imparável interacção musical que se gera no seio do grupo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No caso concreto de Jamie Baum, as suas colaborações como flautista emérita em vários contextos artísticos e musicais, bem como as encomendas de obras por instituições de prestígio, ilustram aliás uma trajectória musical que, não sendo das mais beneficiadas em termos de impacte mediático, corresponde a uma assinalável seriedade de propósitos.  Grande admiradora do compositor Charles Ives, Jamie Baum incluiu no seu último disco  – e muito provavelmente tocará em palco neste concerto –,  para além de outras peças de sua autoria que fazem parte do repertório de Solace, uma ambiciosa composição em quatro quadros intitulada The Ives Suite, expressamente inspirada na sua 4ª. Sinfonia e ainda em The Unanswered Question, outra conhecida obra do mestre, cujos processos de instrumentação e inovações orquestrais a deixaram completamente rendida.

 

Eis um jazz surpreendente, verdadeiramente novo e aberto, apostando na composição sem minguar o indispensável espaço da improvisação.

 


 

(1) Texto para a folha de sala do concerto pelo septeto de Jamie Baum, Culturgest, Grande Auditório, 21.05.10

 

Jamie Baum (flautas)

Taylor Kaskins (trompete, fliscorne)

Doug Yates (saxofones, clarinete-baixo)

Chris Komer (trompa)

George Colligan (piano, Fender Rhodes)

Johannes Weidenmuller (contrabaixo

 Jeff Hershfield (bateria)

 

Fotos do ensaio de sound check, cortesia de Rosa Reis

 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 16:49
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Terça-feira, 18 de Maio de 2010

R.I.P. Hank Jones (1918 -2010)

 

A admirável "figura de estilo" de Hank Jones (1)

 

“Gostaria de ser lembrado como alguém que desenvolveu um estilo.

Isto é das tais questões que só o tempo pode decidir.”

(Hank Jones)

 

Antecipando-me através de um fait divers aos momentos certamente únicos que dentro de momentos todos vamos viver, apetece-me começar por sugerir uma espécie de jogo ao leitor-espectador.  E que é este:  se, de entre a sua roda de amigos, perguntar àqueles que considera porventura mais “por dentro” do jazz, da sua história e dos seus criadores, quem na sua opinião entende dever escolher como dos maiores músicos neste domínio musical, que tipo de instrumentista acha que de imediato surgiria à mente do perguntado?

 

Um pianista?  Tenho as minhas dúvidas!  Eu, por exemplo, não tendo à mão neste momento em que escrevo nenhum amigo com quem jogar este jogo, responderia de imediato a mim próprio  (como de facto mentalmente estou a responder, ao colocar-me esta questão)  pela seguinte ordem de preferências:  primeiro, um saxofonista (tenor); depois certamente um saxofonista (alto), depois talvez um trompetista...  E, para já, ficar-me-ia por aqui, só então fazendo um esforço para considerar, afinal, inteiramente justo ter-me lembrado, por exemplo, de um clarinetista... Mas o facto é que não me ocorreu um pianista ou um trombonista ou um contrabaixista e muito menos um baterista...

[Esquisito, a propósito, não me ter lembrado de Thelonius Monk!]

 

Julgo que esta opção quase repentina e “natural” a favor de um intrumentista de sopro, tem desde logo muito que ver com a própria iconografia do jazz.  Já alguém se lembraria de rabiscar a figura de um pianista ou a representação de um teclado para ilustrar, por exemplo, o cartaz de um qualquer festival de jazz? Creio que uma das raras excepções que agora me ocorrem é o histórico emblema do Hot Clube de Portugal em que uma mão negra é surpreendida a tocar as teclas brancas e pretas de um piano!

 

Depois, acho que não são de excluir, como factor de desfoque, os nossos hábitos auditivos, aqueles discos aos quais a mão se lança em direcção à estante quase sem pensar, para já não falar ainda nessa espécie de time line em forma de relâmpago que, quando nos questionamos sobre estas matérias, ilumina a nossa  (curta)  memória da própria história.  Não é verdade que, ao consultarmos qualquer cronologia mais ou menos sucinta dos percursos do jazz, desde os seus primórdios até ao presente, os músicos que ciclicamente nos mostram a marcar com a sua personalidade e influência certos períodos dessa história são precisamente representantes daquela categoria de instrumentos que há pouco me surgiram como lampejo imediato?

 

Sendo este equilíbrio evidentemente distorcido, ele é além do mais bastante injusto, pois se há músicos que em momentos muito concretos se evidenciaram entre os demais como criadores decisivos na evolução do próprio jazz  – ou como suporte e apoio musical indispensável à maior relevância de que acabaram por usufruir os que se dispunham à frente do palco, mais junto à ribalta –  eles foram, precisamente, pequenos/médios/grandes pianistas, cuja simples enunciação nos faz anuir:  “pois claro!”

 

Gente como James P. Johnson, Jelly Roll Morton, Earl Hines, Fats Waller, Art Tatum, Teddy Wilson, Mary Lou Williams, Bud Powell, John Lewis, Erroll Garner, Herbie Nichols, Lennie Tristano, Ahmad Jamal, Tommy Flanagan, Oscar Peterson, Horace Silver, Bobby Timmons, Cecil Taylor, Andrew Hill, Bill Evans, McCoy Tyner, Paul Bley, Herbie Hancock, Chick Corea, Keith Jarrett, Jason Moran...

 

(foto Jimmy Katz)

 

E, já agora, Hank Jones!  Hoje com 91 anos de idade, o mais velho dos três irmãos Jones (Hank, Thad e Elvin)  é, sem dúvida, uma das últimas lendas vivas do piano-jazz moderno, igualmente fundamental como improvisador solitário absoluto  (qualidade em que nos deixou obras imperecíveis)  mas também e sobretudo como líder e solista no âmbito da mais clássica formação de todo o jazz  – o trio de piano-contrabaixo–bateria –,  como membro de inesquecíveis duos de piano ou como emérito acompanhador de cantoras.

 

Se olharmos para a vastidão da sua obra discográfica  (em nome pessoal ou iluminando e enriquecendo formações de terceiros),  na qual surgem participações em mais de 980 títulos, e se pensarmos na inigualável diversidade dos músicos com os quais tocou ao longo de uma carreira tão brilhante e recheada, tem de se considerar redutor e intelectualmente limitado situar Hank Jones no campo do jazz mainstream, como se pode ler em tantos dicionários ou enciclopédias.

 

Pelo contrário, mais adequado será considerar a sua obra pianística como das raras verdadeiramente intemporais, porque fruto da acumulação de incontáveis, enriquecedoras e multifacetadas experiências colectivas e descobertas pessoais que tornam o Mestre, não um mero intérprete ou instrumentista  (por mais transcendente que seja!)  mas um Músico completo, senhor de uma capacidade harmónica fora de série, de uma mobilidade melódica a um tempo articulada com a maior das delicadezas ou o mais insuspeitado vigor, dominando a estrutura formal dos grandes clássicos como ninguém e induzindo-lhes o dom pessoal da eloquência, própria dos grandes criadores.

 

Uma intemporalidade e uma cultura acumuladas que lhe permitem a conjugação de um fraseado bop na mão direita com um acompanhamento stride na mão esquerda.  E que tornam possível, na inconfundível abordagem do teclado, a invulgar conjugação da elegância com a eterna jovialidade da aventura, o prazer da descoberta, a sofisticação da postura, a deliciosa cumplicidade e abertura para com os seus pares.

 

Aguardar pela entrada em palco de Hank Jones é, digo-vos eu, sentir o mesmo tipo de arrepio de quando se aguardava, noutros contextos musicais, alguém da estatura de um Gould, de um Richter, de um Moore.  Alguém que se recebe com uma longa standing ovation mas a quem parece razoável não exigir consecutivos encores...

 


(1) Texto publicado na folha de sala da Culturgest, a propósito de um concerto pelo trio de Hank Jones, em 15.11.09)

Foto: Jimmy Katz



 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 10:26
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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Primeira audição

 

 

 

(Foto: Steven Gunther)

 

Na série First Listen da NPR, foi hoje colocado online, em primeira audição, o novo disco pelo Claudia Quintet, de John Hollenbeck, desta vez com a colaboração do pianista Gary Versace.

 

Esta nova obra discográfica intitula-se Royal Toast e é bastante “especial”, como todas as gravações anteriores deste grupo, constituído por Matt Moran, Gary Versace, Ted Reichman, Chris Speed e Drew Gress, sob a direcção e percussão do próprio Hollenbeck.

 

Se estiver interessado, pode ouvi-la aqui na íntegra, clicando no leitor de áudio abaixo.

Se não funcionar, experimente este link.

 

Boa audição!

 

01) –  Crane Merit

02) –  Keramag Prelude

03) –  Keramag

04) –  Paterna Terra

05) –  Ted versus Ted

06) –  Armitage Shanks

07) –  Drew with Drew

08) –  Sphinx

09) –  Matt on Matt

10) –  Zurn

11) –  Chris and Chris

12) –  Royal Toast

13) –  “Ideal” Intro

14) –  “Ideal Standard”

15) –  American Standard

16) –  For Frederick Franck



Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 11:39
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Sábado, 1 de Maio de 2010

"Um Toque de Jazz" em Maio

 

Neste mês de Maio, vai para o ar a emissão nº. 1 000 de Um Toque de Jazz, programa transmitido na Antena 2 há 17 anos consecutivos. Por esse motivo, pareceu interessante e ainda oportuno repetir um ciclo especial de cinco programas, subordinados ao título genérico Como Ouvir o Jazz? que, evocando algumas emissões de há uma década, pretende aprofundar disciplinas relacionados com matérias específicas do jazz, como a problemática da sua recepção, repertório e outros aspectos estruturais e formais, como a variação e a improvisação.

Um Toque de Jazz é transmitido aos Domingos, das 23:05 às 24:00, na Antena 2 podendo ser ouvido em FM ou ainda aqui via webcast.  Após a sua transmissão, os programas passam a estar disponíveis, também via Internet, na página de arquivos multimédia da Antena 2 ou regressando a esta página para clicar em ouvir aqui, nas datas das respectivas emissões.

__________________________

 

 

Domingo, 02.05.10  –  Em comemoração da emissão nº. 1 000 de “Um Toque de Jazz”, repetição do ciclo “Como Ouvir o Jazz?”.  Hoje:  A recepção do jazz e as suas convenções.  Gravação de arquivo:  Antena 2.

 

Domingo, 09.05.10  –  Em comemoração da emissão nº. 1 000 de “Um Toque de Jazz”, repetição do ciclo “Como Ouvir o Jazz?”.  Hoje:  Para um treino auditivo do jazz. Gravação de arquivo: Antena 2.

 

Domingo, 16.05.10  –  Em comemoração da emissão nº. 1 000 de “Um Toque de Jazz”, repetição do ciclo “Como Ouvir o Jazz?”.  Hoje:  Aspectos estruturais e formais do jazz.  Gravação de arquivo:  Antena 2.

 

Domingo, 23.05.10  –  Em comemoração da emissão nº. 1 000 de “Um Toque de Jazz”, repetição do ciclo “Como Ouvir o Jazz?”.  Hoje:  A variação no jazz (e não só).  Gravação de arquivo: Antena 2.

 

Domingo, 30.05.10  –  Em comemoração da emissão nº. 1 000 de “Um Toque de Jazz”, repetição do ciclo “Como Ouvir o Jazz?”.  Hoje:  A improvisação no jazz. Gravação de arquivo:  Antena 2.

 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 16:27
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